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Enquanto você, eu, todos nós, discutimos... | |||
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Olhe para você... As capas coloridas das revistas penduradas nas bancas de jornal, as vitrines das lojas de moda, repletas de manequins que apontam as últimas tendências do considerado bom gosto; o apelo constante para cuidados intensivos com os cabelos, unhas, barbas, culotes, peitos, ou barriga; levam qualquer mortal, de qualquer faixa de idade, a se cobrar, antes mesmo de se olhar no espelho. O culto ao corpo e à aparência estereotipada, a obrigatória renovação do guarda-roupa a cada estação, a experimentação constante de novos e milagrosos produtos, chega até nós com base em argumentos estéticos que, mesmo convincentes, camuflam seu verdadeiro interesse: o lucro que essa indústria de beleza gera e o progresso que cada nova invenção proporciona. Cuidar da aparência é indispensável. Submeter-se às exigências da moda é prazeroso (embora custe caro). Manter-se no peso indicado, cuidar da alimentação e da saúde é prioritário. Porém, tentar cumprir todas as exigências que a moda indica, ou pior, desesperar-se por não poder cumpri-las, pode expor a pessoa a um sério risco: o esquecimento dos valores humanos, aqueles que a beleza interior deve cultivar, antes de mais nada. A imposição da sociedade, que pede a figura ideal, muitas vezes leva pessoas a fazerem comentários absurdos, como aquele marido que apresentava a mulher, já se desculpando: “Minha mulher é ótima, só que gordinha...”, ou aquela mãe, comentando sobre a filha: “É uma gracinha. Quando fizer dezessete anos, a primeira coisa será resolver a plástica no nariz! Por outro lado, ter o físico em forma, a aparência linda, os cabelos e dentes brilhantes ou as roupas mais maravilhosas, não dispensa a beleza interior, a soma de pequenos e preciosos comportamentos, que se expressam através da generosidade, da paciência e tolerância com os demais, das boas intenções e compreensão do próximo. Nada deixa uma pessoa mais bonita do que um simpático sorriso, um olhar tranqüilo e sem arrogância, um comentário franco e esclarecido, uma palavra de apoio. Olhe para você e se analise: tente ver a beleza que o espelho, por si só, não reflete. Veja os dons que você possui e os aprimore: o dom de ouvir e compreender, o dom de ajudar sem julgar, o dom de amar e perdoar, o dom de poder aprender mais, e até o dom de se impor e lutar pelos seus pontos de vista. São esses, sem dúvida, os aspectos mais importantes da beleza humana e você só estará realmente em forma se desenvolver e expandir os seus dons naturais, que podem fazer de você uma pessoa de beleza inigualável, a beleza da alma. Escrito por >>>Gabi <<< às 13:27:12 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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